Exposição ‘O Museu de Dona Lina’ fica aberta até 19 de dezembro no MAM da Bahia

Mostra reúne obras de artistas modernistas e contemporâneos do Acervo do MAM-Bahia e do Acervo de Arte Popular Lina Bo Bardi

Depois de um 1,5 ano fechado em função da Pandemia do Covid-19 o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-Bahia) está em cartaz até o dia 19 de dezembro (2021) com a exposição ‘O Museu de Dona Lina’ com visitação permanente de terça a domingo, sempre das 13:00h às 17:00h. A mostra utiliza os dois principais espaços expositivos do museu, a Capela e os dois pavimentos do Casarão da antiga Quinta do solar do Unhão, sítio às margens da Baía de Todos os Santos tombado como Patrimônio do Brasil pelo IPHAN desde 1943.

A exposição reúne cerca de 300 obras do Acervo fixo do MAM, com obras de artistas modernistas e contemporâneos junto a peças do Acervo de Arte Popular Lina Bo Bardi do Centro Cultural Solar Ferrão da Diretoria de Museus (Dimus) do Instituto do Patrimônio (Ipac, www.ipac.ba.gov.br/museus), promovendo um diálogo entre as duas coleções.

De acordo com o diretor do MAM-Bahia, o cineasta e gestor cultural, Pola Ribeiro, a mostra é uma homenagem a arquiteta ítalo-brasileira, Lina Bo Bardi (Roma 1914 — São Paulo 1992) que concebeu e foi a primeira diretora do MAM-Bahia de 1959 a 1963. “Até o final do ano (2021) Lina também deve ganhar uma mostra definitiva com a inauguração do ‘Espaço Lina Bo Bardi’ no museu”, revela Pola Ribeiro.

O Acervo de Arte Popular da Dimus/Ipac foi uma iniciativa de Lina Bo Bardi que reuniu essas peças entre o final da década de 1950 e início da década de 1960, a partir de doações e de viagens realizadas por ela no Recôncavo e no semiárido baiano. Agora, em 2021, o MAM-Bahia completa 62 anos vinculado ao Ipac da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

PROTOCOLOS e TRANSVERSALIDADE – O diretor do MAM lembra que o museu obedece às determinações e protocolos de segurança contra a Pandemia da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e da Secretaria Saúde do Estado (SESAB). “É obrigatório o uso de máscaras sendo a lotação autorizada de somente 15 (quinze) pessoas por vez na Capela, 40 (quarenta) pessoas no casarão e 40 (trinta) pessoas em cada um dos grandes pátios externos do MAM-Bahia: o Pátio da Mangueira e Pátio Pôr do Sol”, explica Pola. O café/lanchonete do Circuito Saladearte já está funcionando nesses dias com horários ampliados das 12h às 19:30h. A Sala de Cinema do MAM-Bahia abrirá a partir do primeiro final de semana de outubro (2021).

Desde janeiro (2021) o MAM empreende gestão transversal e articulada. “É impossível imaginar a gestão pública moderna sem visão transversal e articulações municipais, estaduais, nacionais e até internacionais, incluindo comunidades e a sociedade local, utilizando sempre metodologia e processos de monitoramento”, reforça Pola Ribeiro. Até agora já estão colaborando com o MAM, duas secretarias municipais de Salvador, quatro secretarias e cinco órgãos estaduais da Bahia, cinco faculdades e três universidades baianas, além de entidades federais, coletivos artísticos, galerias de arte e várias associações representativas.

IMPORTÂNCIA de LINA – Para especialistas em arquitetura, cultura, arte e história, Lina é um marco para a Bahia e a celula-mater do MAM de Salvador. Em 1963 o MAM foi instalado por Lina no complexo-arquitetônico do Solar do Unhão – também restaurado por ela –, às margens da Baía de Todos os Santos. Em 1943 o complexo foi tombado como Patrimônio Nacional pelo IPHAN. “Lina foi uma artista revolucionária e uma mulher à frente do seu tempo”, diz o curador do MAM-Bahia e da exposição de reabertura, Daniel Rangel. Ele destaca que em maio deste ano (2021), Lina foi homenageada postumamente com a premiação internacional do Leão do Ouro na 17ª Biennale Architettura de Veneza (Itália).

“É a primeira mulher brasileira e a primeira no mundo com obra construída a conquistar um Leão de Ouro, além de terceira profissional brasileira a obter o prêmio, depois dos arquitetos Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha”, detalha Rangel. Ele confirma que o MAM terá um Espaço permanente dedicado a Lina, assim como, suas ideias estarão presentes em exposições, ações educativas e outras atividades do museu. “Vamos resgatar a sua memória e a sua prática artística no MAM-Bahia”, ressalta.

PENSAMENTO e OLHAR de LINA – O Acervo do MAM é composto de aproximadamente 1,3 mil obras modernas e contemporâneas, representando um painel heterogêneo de contribuições de artistas de várias gerações, baianos, brasileiros e estrangeiros. Dentre eles, modernistas como Tarsila do Amaral e Candido Portinari, até os contemporâneos, como Mario Cravo Neto e Marepe, entre outros. Já o Acervo de Arte Popular da Dimus/Ipac reúne peças utilitárias e figurativas, como carrancas, ex-votos, imaginária, vestuários de couro e utensílios domésticos, dentre outros itens.

“Essa exposição é sobre esse museu (MAM-Bahia). Resgata o pensamento e o olhar de Lina com relação ao Solar do Unhão. Propõe a união, no mesmo espaço e tempo, da arte popular com a arte moderna, e ainda, da arte contemporânea”, complementa Daniel Rangel. Segundo ele, a Criadora – Lina, e Criatura – o museu, se tornam esteios para o momento atual da instituição. “O MAM-Bahia está apoiado em um tripé que reforça essa identidade: o legado de sua mentora; o local histórico-arquitetônico-geográfico onde está instalada; e sua singular coleção artística formada ao longo de mais de 60 anos de existência”, finaliza o curador.

AÇÕES EDUCATIVAS – O Educativo do MAM desenvolve planejamento e ações durante o ano a partir desta abertura. “Já estamos realizando quatro Oficinas virtuais do MAM (www.oficinasdomam.com.br) no campo de Processos Criativos, com experientes artistas de Salvador cujas vagas esgotam em tempo recorde”, adianta a coordenadora do Educativo/MAM, Isabel Gouvêa. As inscrições das próximas oficinas serão anunciadas até final de outubro.

“Faremos conexão forte, dinâmica e criativa com a curadoria do museu. Nos interessa uma formação que propicie diálogo entre processos artísticos e temáticos das mostras com as demandas da sociedade”, relata Isabel Gouvêa. Fluxos de comunicação, reflexão e formação que abarquem múltiplas narrativas e possibilidades é outra diretriz do Educativo/MAM. “Desenvolvemos parcerias com instituições e profissionais do campo da cultura e da arte para cursos, seminários, palestras e mais oficinas; contamos ainda com a SJDHDS (Secretaria de Desenvolvimento Social da Bahia) e a Dra. Sandra Rosa da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) para estudos e práticas de acessibilidade”, conclui Isabel.

O MAM foi criado em 1959. Em 1960 a sua criadora e primeira diretora, Lina Bo Bardi faz a primeira exposição do museu no foyer do Teatro Castro Alves e em 1963 a primeira exposição já no complexo arquitetônico do Solar do Unhão. O MAM é uma referência nacional e internacional. Para propostas de uso de espaços e projetos no MAM deve-se procurar a coordenação geral do museu, aos cuidados da produtora Marília Gil. Mais informações via telefone (71) 31176132. Mais informações estão disponibilizadas nas redes sociais (instagram e facebook) do MAM-Bahia ou via telefone (71) 31176132, das 9h às 12h e das 13h às 15h.

O quê: Exposição ‘O Museu de Dona Lina’

Acesso: Gratuito

Onde: Museu de Arte Moderna da Bahia, Av. Contorno, s/n°, Solar do Unhão, CEP 4006-060 Salvador Bahia

Visitação: Aberta de terça a domingo, sempre das 13:00 às 17:00 – Café e Pátios externos abertos das 12h às 19:30h

Espaços expositivos: Capela e Casarão

Segurança da Saúde: O MAM obedece às determinações e protocolos de segurança contra a Pandemia da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde e da Secretaria Saúde do Estado da Bahia (SESAB).

Assessoria de Comunicação – MAM, Em 28.09.2021

Geraldo Moniz de Aragão (1498-mte.ba)

geraldomoniz.mam@gmail.com, 071 99102.7394

Museu de Arte Moderna da Bahia

(71) 31176132 – Av. Contorno, s/n°, Solar do Unhão – CEP 4006-060 Salvador Bahia

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