MAM sedia conversa sobre ‘Quilombo do Cabula/Beiru’ neste sábado (20), às 15h, Dia da Consciência Negra

‘Beiru e o Antigo Quilombo do Cabula: um lugar de resistência’,  tema da roda de conversa que acontece com entrada gratuita na Galeria 3 do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-Bahia), neste sábado (20), às 15h, marcando o Dia da Consciência Negra. A iniciativa é da Pinacoteca do Beiru que participa do ‘Programa de Residências Artísticas do MAM’ desde outubro (2021) e prossegue até 9 de janeiro (2022).

A apresentação e condução do bate-papo é do professor e pesquisador Luciano Silva, especialista em História Pública, professor de História da rede de educação privada e criador do perfil ‘Salvador em Fatos e Fotos’ no instagram. Luciano também é pesquisador e agitador cultural do samba junino e outros gêneros musicais no Beiru, além de músico e cantor.

 

QUILOMBO: HISTÓRIA E VIOLÊNCIA

Um dos registros históricos existentes foi durante a vigência do governo do Conde da Ponte (João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes Brito), que quando governador da Bahia entre 1805 e 1809 mandou destruir o Quilombo do Cabula. Além da destruição do quilombo, ele manteve controle, perseguições e punições aos escravizados. Também proibiu batuques, práticas consideradas como feitiçaria e controle de horário da circulação de negros escravizados nas ruas de Salvador.

Fotos cedidas pela Pinacoteca do Beiru.

“A ideia é contextualizar a fama de violência do bairro/imediações e de que forma a comunidade trabalha contra esse paradigma, além de abordar dados do cotidiano e a evolução urbana no século XX que tornou o Beiru um dos bairros mais populosos de Salvador”, adianta Luciano Silva. Ele também pretende mostrar visões de moradores e como essa história vem sendo transformada pela arte, onde se insere também a Pinacoteca do Beiru. 

Foto antiga de um ônibus na cor azul, com a placa de destino escrito Beiru.
Foto cedida pela Pinacoteca do Beiru.

 

AFRODESCENDENTE, OFICINAS E AULAS

Segundo relatos, o nome Beiru refere-se ao escravo de origem yorubá, Gbeiru, que teria habitado essa área no século XIX e que depois reuniu escravos e libertos no local. Hoje, 86% da população do Beiru se autodenomina afrodescendente (dados UFBA). “E justamente no Dia da Consciência Negra oferecemos essa programação que dialoga fortemente com essa afrodescendência e também com o bairro do Beiru atual”, complementa a produtora cultural da Pinacoteca, Juliana Freire.

Além da roda de conversa com o professor Luciano Silva, a Pinacoteca promove a ‘Oficina DUB’ no próximo dia 28, visitações gratuitas ao ateliê montado pelo artista Anderson AC – criador da Pinacoteca – que estará trabalhando na Galeria 3, leituras públicas, aulas e as Oficinas de Arte para Crianças neste domingo, dia 21 de novembro, e também nos dias 5 e 19 de dezembro. O uso de máscaras faciais é obrigatório.

O MAM já planeja outras residências com mais coletivos e grupos que atuam na Bahia. Informações: acompanhe nossas redes sociais, Instagram e Facebook, pelo site www.mam.ba.gov.br ou via telefone (71) 31176132 (9h às 12h e das 13h às 15h). O MAM funciona de terça-feira a domingo com entrada gratuita. A exposição ‘O Museu de Dona Lina’ e a residência da Pinacoteca ficam abertas à visitação de 13h às 17h. O café, cinema Saladearte e os pátios de 12h às 20h. O MAM-Bahia é um equipamento da Secretaria de Cultura/IPAC.

 

Fotos: Pinacoteca do Beiru.
Texto/Assessoria Comunicação MAM: Geraldo Moniz de Aragão.

Assessoria de Comunicação – MAM
Geraldo Moniz de Aragão (1498-mte.ba)
geraldomoniz.mam@gmail.com, 071 99102.7394


Museu de Arte Moderna da Bahia – Av. Contorno, s/n°, Solar do Unhão – Salvador Bahia

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