Encontro com a arte contemporânea da África
Qual a imagem que temos da arte africana? O que conhecemos da produção mais recente dos artistas provenientes dos 53 países que compõem este continente? O que de fato caracteriza a arte contemporânea da África?
No dia 25 de julho, dois dos principais dinamizadores da cena artística africana – Fernando Alvim e Simon Njami – estarão em Salvador para responder as questões na Conferência África Contemporânea, no Museu de Arte Moderna da Bahia, às 19h. Curadores do Pavilhão Africano na última Bienal de Veneza, os artistas chegam à cidade através de uma parceria inédita entre o MAM e a Fundação Sindika Dokolo, para mostrar uma visão de dentro para fora do gigante continente negro, para além do estereótipo. O encontro vai possibilitar o intercâmbio entre os curadores, o Museu e os artistas locais, como uma etapa preparatória para a participação da Bahia na II Trienal de Luanda, bem como para a realização da Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea no MAM.
Sobre José Fernando Alvim de Faria
Vice-Presidente da Fundação Sindika Dokolo, Fernando Alvim é um dos principais artistas da cena artística angolana, tanto a nível nacional como internacional. Trabalhando simultaneamente como artista e como comissário de exposições, Alvim levou para Bruxelas, em 1999, o Camouflage - um espaço expositivo cuja principal intenção é dar visibilidade à produção artística africana na Europa. Nos últimos anos, Alvim idealizou e continua a dirigir a Trienal de Arte de Luanda, uma das principais plataformas para a arte contemporânea angolana. Durante este ano, comissariou, juntamente com Simon Njami, o projecto “Check List - Luanda Pop”, durante a Bienal de Veneza. “Check List”, realizado a partir da coleção da Fundação Sindika Dokolo, reúne o trabalho de cerca de 30 artistas africanos e pretende dar uma visão do panorama mais significativo da criação africana dos dias de hoje.
Sobre Simon Njami
Editor-chefe da Revue Noire, revista iniciada em 1991 com o objetivo de mostrar uma outra África, Simon Njami iniciou sua carreira cultural com a organização do evento Ethnicolor, realizado em Paris, em 1987. Esta mostra reunia artistas europeus, africanos, norte-americanos, caribenhos, entre outros, com a proposta de que os espectadores adivinhassem a origem do artista através da observação de suas obras. Entre seus mais recentes trabalhos está a curadoria do evento África Remix (no Centre Georges Pompidou, em Paris).
Sobre a Fundação Sindika Dokolo
A Fundação Sindika Dokolo tem desenvolvido, nos últimos quatro anos, uma política cultural de produção de instrumentos e mecanismos culturais, econômicos e políticos para o desenvolvimento da arte contemporânea africana. A criação da Sindika Dokolo Coleção Africana de arte contemporânea, a sustentação do movimento cultural em Luanda, a produção da Primeira Trienal de Luanda e a concepção e a materialização do Primeiro Pavilhão Africano na 52ª Bienal de Veneza, tornaram-se fatos culturais no contexto africano e mundial, produzidos pela instituição.
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Serviço
Evento: Conferência África Contemporânea
Palestrantes: José Fernando Alvim de Faria e Simon Njami
Período: 25 de julho
Local: Casarão do MAM
Horário: 19h
Entrada gratuita
Mais informações: 71
3117 6141
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